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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Como os melhores tatuadores do Brasil aprenderam a tatuar

A história, as técnicas e o início da carreira dos principais artistas da área no País

A tatuadora Elissa

A carreira de um tatuador é semelhante a de qualquer artista. O trabalho produzido, em geral, é fruto do estilo de tatuagem que cada um escolhe desenvolver e, naturalmente, de sua própria personalidade. No início, para treinar técnicas e traços, uns recorrem a laranjas, outros usam pele artificial ou até mesmo pele de porco. É bem comum também contarem com amigos que acabam servindo de cobaias, abrindo mão da perfeição no resultado para demonstrar a amizade, literalmente, na pele.
O caminho para a fama na carreira de tatuador é longo. A maioria não começa liderando seu próprio estúdio. Pelo contrário. Neste ramo, existe hierarquia e alguns profissionais ingressam em cargos semelhantes aos de estagiário ou de zelador. Veja como alguns dos melhores tatuadores do Brasil aprenderam a tatuar, saiba onde eles atendem e confira os trabalhos no Instagram.


Andre Cast

A primeira tatuagem que Andre Cast, 25 anos, fez foi durante uma festa em um estúdio de tatuagem, há dois anos. “Tatuei um grande amigo que disponibiliza uma parte de sua perna para aspirantes a tatuador. Havia muita gente e eu estava bem nervoso, então o resultado não foi o que eu esperava, mas a situação foi muito divertida.”
No início, Andre usava equipamento emprestado, tatuava os amigos em casa e postava nas redes sociais o resultado; assim foi crescendo o número de interessados em ser riscado por ele.
No processo de aprendizado, Andre decidiu que seria importante viajar para ser tatuado por profissionais que admirava. “Pude observar como eles trabalham, além de ter a oportunidade de ser tatuador convidado e dividir o espaço do estúdio com eles.”
Andre é um dos fundadores do Covil Tattoo, em Juiz de Fora, Minas Gerais, mas também tatua em outros estúdios quando viaja; ele já passou pelo Ardhãm Tatuaria, em São Paulo; Zero Sen, em Belo Horizonte; Inkonik Tattoo Studio, em Curitiba; El Cuervo Ink e Imarginal, em Recife.


Elissa Rocabado

Onze anos atrás, lissa começou a trabalhar como desenhista de moda. Mas logo assumiu um cargo de coordenação e os traços saíram de sua rotina. Para recuperar essa atividade, passou a desenhar as próprias tatuagens que eram riscadas em sua pele por um profissional. Nesse processo, pedia dicas para o tatuador, até que comprou um kit de tatuagem e começou a treinar em uma laranja e no E.V.A. (borracha para trabalhos artesanais). “No início, é importante aprender adaptar a ilustração para a tatuagem, do papel para a pele”, diz ela.
Entender a espessura da agulha para cada trabalho, a cicatrização da tatuagem, o peso e a vibração da máquina também fizeram parte do aprendizado de Elissa. Finalmente, a estreia na pele foi com uma série de dez moscas; a primeira ela tatuou em si mesma e as outras nove em amigos.
“Meus amigos resolveram ceder a pele e não pareciam estar preocupados. Depois, acabei consertando uma ou outra ou fazendo outras tatuagens neles. Mas nunca cobri ou soube de alguém que tenha coberto uma tatuagem minha ou algum traço que estourou – o que é o meu maior medo e isso pode acontecer apesar da técnica e experiência da tatuador, pois depende muito de cada organismo”.
Ao ser perguntada sobre erros, ela confessa: “Aprendi na raça”. Mas hoje ela já se sente à vontade para dar uma dica: “Seja tatuado por tatuadores que você admira, para entender que pessoas têm estilos diferentes e aprender sobre o atendimento e todo o processo de uma sessão de tatuagem”.
Elissa trabalha no Soul Tattoo Art & Café e continua fazendo criação de estampas para uma tecelagem. “Durante alguns dias da semana, produzo algo que vai durar uma coleção e nos outros dias algo que vai durar para sempre”, resume a artista.


Frederico Rabelo

Em seu Instagram, Frederico Rabelo logo avisa que a lista de espera tem vaga apenas em 2019 
Ele atua no Covil Tattoo, em Juiz de Fora, Minas Gerais, mas também tatua e participa de congressos nos Estados Unidos, São Paulo e Belo Horizonte.
Ele tem 24 anos e começou a tatuar há dois anos. “Aprender a tatuar é como construir uma muralha, você não inicia pensando que vai construir a maior e mais perfeita muralha já feita em todo o planeta até hoje. Mas, você pode colocar cada pedra da maneira mais perfeita e mais tarde você vai ter uma muralha.”
Frederico conta que busca “levar a tatuagem a um nível de arte que ela ainda não chegou”, ele acredita que a geração atual tem a oportunidade de revolucionar a tatuagem, com a mistura entre outras áreas e processos criativos.


Ivy Saruzi

Ela mora em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e começou a tatuar em 2009. Ivy Saruzi achou que o melhor caminho a seguir era o tradicional. Fez um curso de tatuagem e os primeiros trabalhos foram em pele de porco e depois chegou a vez dos amigos. “Estava me achando um máximo e na primeira vez e já tentei fazer um trabalho grande, uma carranca tribal na frente da canela. Sorte que era um super amigo meu, porque tive que dar uma arrumada depois.” (risos)
Depois desse incidente, ela percebeu que o curso não era o suficiente para torná-la uma tatuadora profissional e resolveu procurar um ‘estágio’ em um estúdio. “Fiquei um bom tempo trabalhando em tarefas como esterilização de instrumentos e ao mesmo tempo observando todos tatuarem, pegando dicas, desenhando.”
Após esse período, Ivy começou a fazer pequenas tatuagens preenchidas com tinta preta. “No início é importante se habituar ao peso da máquina, a profundidade da agulha e as diferenças de pele de cada região do corpo.”


Pedroz Anjos

Pedro escolheu iniciar seu caminho na tatuagem procurando tatuadores mais experientes como tutores. O segundo, e bastante significativo, passo foi ser “zelador” em estúdio. “Tinha contato direto com a tatuagem, fazia o preenchimento de alguns desenhos, preparava a agulha, limpava o local e sempre observava o que os caras mais velhos estavam falando sobre tatuagem.”
As primeiras tatuagens, há quatro anos, Pedroz fez em seu próprio corpo.
“Quando eu tatuei a primeira pessoa foi bastante tenso, pois nunca tinha feito algo tão sério como uma tatuagem em alguém. O resultado foi satisfatório, algumas linhas abertas, outras falhadas, o que é bem normal para a primeira tatuagem,“ conta o tatuador que atende no Labuta Tattoo, em Brasília.

Eduardo Marcelo Estevão

É possível dizer que Eduardo Marcelo, 41 anos, se preparou a vida toda para ser tatuador. Ele se dedica ao desenho desde os oito anos de idade. A arte faz parte de sua vida mas começou a tatuar 1992. “Sempre experimentei muitas técnicas, materiais e superfícies em meio a vida de segurança de Eventos. Resolvi acatar a sugestão de um amigo que achava que eu me daria bem se resolvesse tatuar.”
Os materiais foram me dados de presente pelo um amigo que também que era tatuador deu uma aula rápida sobre a técnica. Então, Eduardo já partiu para o treino em sua própria pele. “Eu comparava o que eu testava na pele com o que eu já dominava em outras superfícies e técnicas artísticas. Agulha, tinta, pele e paciência sozinho mesmo.”
Depois da primeira tatuagem na própria coxa e Braço, foi a vez de uma amigo ser a cobaia. Assim que terminou a tatuagem, ele avaliou bem o resultado, mas, por ter errado na profundidade da agulha, após a cicatrização o traço se expandiu. “Eu me assustei com a possibilidade de errar novamente e resolvi focar minha vontade em trabalhar com pontilhismo na pele, dessa maneira o traço contínuo não é problema. Deu super certo!”
Foi assim que, a partir de um aparente erro de principiante, Eduardo se consolidou com uma técnica que na época era inovadora. “Da terceira tatuagem para frente, passei a trabalhar só pontilhismo e estéticas orgânicas, mais fluidas, sem linhas contínuas. Com o tempo ampliei o repertório colocando cores, texturas, escorridos, respingados até chegar na aquarela e ficando cada vez mais feliz com os resultados obtidos.”
Eduardo tatua em Wenceslau Braz-Paraná e você pode ver mais informações no site https://emeinktattoo.blogspot.com/.

Taiom

Alguns dizem que não existe certo e errado, mas para Taiom, 29 anos, ele começou na tatuagem de forma equivocada. “Alguns amigos disseram que para fazer tatuagem precisava de uma agulha e tinta, e assim era só colocar na pele. Peguei uma agulha de costura da minha mãe, a tinta nanquim do meu pai, e fiz uns pontos na perna. Nunca tinha visto ninguém sendo tatuado, nem entrado num estúdio de tatuagem.”
A segunda tentativa foi com uma máquina caseira feita com peças de Lego e caneta. O tatuador pisou em um estúdio de tatuagem profissional quase um ano depois da primeira aventura com agulha. “Eu testava a máquina caseira em mim, fiz alguns testes na minha perna. Treinava também em capa de caderno e casca de laranja. Logo apareceram alguns amigos dispostos a servirem de cobaia.”
A primeira tatuagem de Taiom foi nele mesmo e “considerando as circunstâncias o resultado foi bom”, mas a primeira tatuagem em um amigo já não foi de tanto sucesso. “Não peguimentei corretamente e em semanas o desenho praticamente desapareceu, restando alguns pontos aleatórios. Cerca de um mês depois a pessoa cobriu a tatuagem com outra maior.” Além disso, Taiom confessa que também já escreveu palavras faltando letras.
Hoje, Taiom já tem onze anos de experiência e para ver que os erros ficaram no passado basta olhar seu portfólio. Ele tatua em Brasília e também é convidado frequente em São Paulo, Curitiba e fora do Brasil, na Bélgica e França.


Victor Montaghini

Victor Montaguini, 32 anos, é formado em artes plásticas e começou a carreira como ilustrador. Ele acredita que esse repertório foi decisivo para o sucesso como tatuador, pois ele já tinha formação sobre proporções e outros elementos importantes sobre ilustração.
Depois de tanta experiência com desenho, ele partiu direto para tatuar na pele de amigos; o primeiro cobaia foi o irmão. “Na verdade o processo de aprendizado é como qualquer outro. Repetição! Mas a técnica de tatuagem é um pouco mais complicada, pois depende de muitas variáveis: o tipo de pele, a velocidade e peso da máquina, a constância do traço, o pigmento e, inclusive, a boa execução depende também em grande parte do cliente, que tem que estar imóvel e suportar a dor!”.
O tatuador, que atua em São Paulo, está completando 12 anos de carreira.

TATUAGEM A TÉCNICA DO PONTILHISMO

Tatuagem feita em Pontilhismo. E o que seria? O pontilhismo é feito pelo sombreamento da tatuagem com pontos, pequenos pontinhos na pele. A tatuagem em pontilhismo foi originada no ocidente. A técnica do pontilhismo começou a ser usada para efeitos de sombra em desenhos realistas. Quanto maior a quantidade de pontos juntos, maior será o efeito de profundidade. Esse tipo de tatuagem não é fácil de fazer e demora bastante. Não tenho nenhuma tatuagem nesse estilo mas eu pesquisei sobre e só de ver as fotos da pra perceber o trabalho que dá não é mesmo?
Os tipos de desenhos usando essa técnica vai de um estilo tribal até uns desenhos bem diferentes. Tem alguns tatuadores também que misturam formas geométricas com essa técnica.
O Pontilhismo
Conhecido também como Dotwork, é uma técnica de preenchimento diferenciada que demanda tempo, perfeição e precisão. O Pontilhismo na tatuagem se popularizou na década de 90, na Europa, mas é herdeira do Impressionismo, da França, século XIX: é considerado um movimento pós-impressionista e está relacionado ao momentâneo e em mostrar as impressões do artista em relação ao meio em que vivia.
Embora tenha tido um boom nos anos 90, a técnica não é tão recente assim. Na verdade, o pontilhismo marca o início da história da tatuagem: antes da invenção das máquinas elétricas, a tatuagem era feita por pontos que preenchiam um espaço em branco por inteiro. Sem perder o foco do pontilhismo ocidental, podemos lembrar da técnica da tatuagem Yantra, da Tailândia, uma técnica milenar que influencia ainda hoje os tatuadores: eles dispensam a máquina elétrica e fazem uso apenas de uma espécie de caneta, haste e agulha. A própria máquina elétrica trabalha com pontos, mas a velocidade da agulha é tão rápida que não nos damos conta que o traço é produzido por pequenos pontos ou furos — ui!
Tattoos nesse estilo podem demorar muito tempo para serem produzidas e exigem do artista muita técnica e experiência, já que para um trabalho perfeito é necessária a justaposição dos pontos para que seja criado o efeito de profundidade, permitindo a criação de sombras.
O bagulho é doido e é preciso técnica e competência!
Pontilhismo geralmente é aplicado na pele em cor preta, para dar a impressão de profundidade, mas também vimos trabalhos com pontinhos coloridos que são inspiradores.

É perigoso tomar a picada da anestesia por cima de uma tatuagem?

Entrar em contato com a tinta pode ser prejudicial e, nesse caso, a peridural deve ser evitada. Entenda por que!
Mulheres que possuem uma tatuagem no local onde é aplicada a anestesia peridural podem receber este tipo de analgesia?
“Mesmo sem nenhuma comprovação científica, é possível dizer que existe riscos em potencial para a aplicação da anestesia, quando esta ultrapassa a tinta da tatuagem – caso esta esteja localizada na região em que é aplicada. O primeiro, no caso de tatuagem recente, um processo inflamatório no local poderia ser levado, pela ponta da agulha, para a região peridural. O segundo seria transportar a tinta, pela ponta da agulha, para o interior da região peridural, podendo causar algum dano aos sistema nervoso. Por isso, deve-se evitar a aplicação da anestesia sobre a tinta da tatuagem, utilizando outro espaço intervertebral, acima ou abaixo, ou punção paravertebral, lateral. Se não for possível realizar a anestesia peridural, deve-se optar pela raquianestesia, com um introdutor que protegeria o contato da agulha com a tinta. É importante ressaltar que, na maioria das vezes, a anestesia peridural pode ser substituída pela anestesia raquianestesia. Em alguns casos, como a cesariana, a anestesia geral também pode ser opção em casos de emergência ou mesmo uma anestesia pela veia”, explica o anestesista Oscar César Pires, diretor do Departamento Científico da Sociedade Brasileira de Anestesiologia.

Mulheres que estão amamentando podem fazer tatuagens?

Andressa Suita registrou na pele o nome do seu filho, mas a questão levantou debate entre as mães. Entenda o caso.
No final de junho de 2017, Andressa Suita deu à luz Gabriel, seu filho com o cantor Gusttavo Lima. Desde a chegada do bebê, a modelo tem dividido nas redes sociais momentos da maternidade: registrando o parto normal que trouxe o pequeno ao mundo, o ensaio fotográfico da família e até as dificuldades que enfrentou com a amamentação. Em agosto, ela postou a foto de uma tatuagem que fez perto do ombro em homenagem ao primogênito.
O desenho traz o nome do garotinho com sinais de batimentos cardíacos que levam a um coração. Em um dia, o clique compartilhado por ela recebeu mais de 260 mil curtidas e diversos comentários. Muitas seguidoras elogiaram a atitude e algumas chegaram a dizer que também estão se preparando para registrar na pele o amor pelos filhos. Por outro lado, a imagem levantou um debate: mulheres que estão amamentando podem fazer tatoos?
“Nunca foi demonstrado que a tinta passa através do leite, então, teoricamente, não tem problema. Porém, esse é um procedimento de risco para contrair doenças infecciosas. O ideal é realmente esperar acabar a fase do aleitamento materno”, esclarece Rodrigo da Rosa Filho, membro da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo (SOGESP) e sócio-fundador da clínica de reprodução humana Mater Prime, de São Paulo.
Mas é importante deixar claro que, durante a gravidez, a prática não é recomendada porque a pele das mulheres passa por alterações. “A gestante pode desenvolver mais quadros alérgicos, além de ter modificações na própria tatuagem por causa de uma hiperpigmentação da pele, causando cicatrizes e até mesmo queloide. Também há o risco de ser transmitido vírus das hepatites B e C, além do próprio HIV, por isso, contraindicamos essa atitude”, reforça o médico.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Quando e porque retocar a tattoo

Quando alguém decide fazer uma tattoo, depois de pensar muito, afinal é para sempre (ou quase), retocar a tatuagem é algo que não deve passar pela cabeça. Né? Mas a possibilidade existe.
A questão é que uma tatuagem permanente é permanente. Ela não vai sumir da sua pele. O que pode acontecer é das cores da tatuagem perderem intensidade. Para que isso não ocorra, tome todos os cuidados indicados pelo seu tatuador após feita a tattoo. Eles serão decisivos para que sua nova arte corporal não perca integridade em pouco tempo. Infecção na região tatuada e exposição aos raios solares antes da cicatrização por completo é um dos fatores que podem contribuir para a necessidade do retoque.
Evite infecções e o sol!
No caso de precisar fazer o retoque, o indicado é que você procure o tatuador que fez o desenho original. Senão não é retoque, é cover-up. No caso de retoque mesmo, volte no seu tatuador de confiança e tome de novo todos os cuidados como se estivesse fazendo uma nova tattoo.
Cuide bem de sua tatuagem para não ter que voltar a passar pela agulha novamente na mesma região da pele.

SE A PELE ESTÁ CONSTANTEMENTE SE REGENERANDO, POR QUE AS TATTOOS NÃO SOMEM?

Se você curte tatuagens, aqui no EMEINKTATTOO você pode encontrar uma enorme variedade de matérias, abrangendo desde temas relacionados com curiosidades e as origens dessa arte, passando por diferentes práticas, designs assustadores, ideias que deram muito errado, versões que são de mentirinha, outras que são totalmente impressionantes... Enfim, tem até infográfico para você conferir!
Pois hoje, vamos contar para você como é que as tatuagens não desaparecem, já que a pele está constantemente se regenerando. De acordo com Karl Smallwood do site Today I Found Out, na verdade, não é “toda” a pele que passa por esse processo de renovação constante, mas sim a camada mais externa.
Basicamente, a nossa pele é composta por duas camadas, uma mais interna chamada a derme, e outra mais externa conhecida como epiderme. Ambas passam pelo processo de regeneração, mas é a epiderme que, além de proteger a derme, passa por ele com muito mais frequência. Esse processo ocorre na epiderme a cada 2 ou 4 semanas e consiste na escamação de uma camada de células mortas chamada stratum corneum e no surgimento de células novas.
Aliás, segundo Smallwood, é por essa razão que ferimentos mais fundos — e que danificam a derme, a camada mais profunda e que se regenera com menos frequência — costumam deixar cicatrizes, enquanto que os mais superficiais tendem a desaparecer com o tempo. Com respeito às tatuagens, elas não somem porque são aplicadas sobre a derme.
Como você sabe, os equipamentos utilizados pelos tatuadores contam com agulhas que perfuram a epiderme — a uma velocidade de 50 a 150 furadinhas por segundo! — injetando gotinhas de pigmento sobre a derme a cada perfuração. Depois, a pele vai cicatrizando e, ao longo de aproximadamente um ano, a tinta fica “presa” entre a camada mais interna e a camada mais externa da pele.
Durante esse período de cicatrização, é inevitável que ocorra alguma perda de pigmentação. No entanto, tomando os cuidados necessários, a maior parte da tinta deve permanecer sobre a derme para sempre. Entretanto, apesar de a tatuagem não sumir, com o tempo ela vai desbotar um pouco, e isso pode ocorrer por várias causas.
Segundo Smallwood, em alguns casos os pigmentos podem penetrar mais profundamente na derme com o tempo, tornando o desenho menos visível na superfície e até alterando as cores originais da tattoo. Os raios ultravioletas emitidos pelo sol também são capazes de descolorir os pigmentos e, por mais que você cuide da sua tatuagem e aplique protetor solar, se ela estiver em uma área que fique exposta com frequência, é inevitável que ela desbote.
Além disso, se a tatuagem não for profunda o suficiente ou se você não cuidar da tattoo corretamente após ela ser feita — como deixar que a área que foi pigmentada fique de molho enquanto você relaxa em uma banheira de água quente, por exemplo —, é possível que parte da tinta escape através da pele que ainda está ferida, fazendo com que as linhas da tatuagem comecem a desaparecer e o desenho comece a desbotar mais cedo.

As tatuagens e o sistema imunológico

As tatuagens de verdade doem. Podem doer muito mesmo. São pequenas agulhas que ficam penetrando na pele a uma velocidade de 3.000 picadinhas por minuto, em média. Mas somente desta forma para que as tatuagens se tornem definitivas. E para que elas não saiam nunca mais da sua pele, é preciso uma ajuda do nosso sistema imunológico. Venha conhecer como a tatuagem pode te ensinar muito sobre Biologia.
A pele é o maior órgão do corpo, então, espaço para aqueles que querem ser tatuados há de sobra. A pele pode ser dividida em três camadas. A epiderme, com as terminações nervosas e os vasos sanguíneos mais superficiais. A hipoderme, camada mais profunda onde há a reserva de gordura dentro dos adipócitos (células de gordura). E a camada intermediária a estas duas, a derme.
Os tatuadores devem fazer as tatuagens utilizando as agulhas para preencher esta região com a tinta. A profundidade desta região no corpo fica em média de 1mm abaixo da parte mais externa da pele. Ou seja, um bom tatuador deve ter muita prática, pois se a pigmentação ficar muito superficial, com o tempo e a morte das células mais externas da pele, a tatuagem irá sumir. Se fizer muito profundamente, corre o risco da tinta se espalhar pela corrente sanguínea prejudicar todo o trabalho artístico do tatuador.Ao penetrar na derme, a tinta é reconhecida pelas células do nosso sistema imunológico como invasores do corpo. Logo que a tinta é deposita, milhares de células que fazem o primeiro combate contra patógenos (bactérias e vírus), os macrófagos, são recrutados e englobam as gotículas da tinta. Na derme existem muitas fibras extracelulares que formam o tecido conjuntivo, como o colágeno.
Após fazer o processo de pinocitose das gotas de tinta, os macrófagos ficam presos nesta rede de fibroblastos e colágeno, tornando-se eterna, apenas apagando levemente depois de muito tempo de ser feita, bastando pequenos retoques durante a vida para ficar bem bonita, porque os lisossomos destas células não conseguem digerir a tinta com suas enzimas.Para retirar uma tatuagem é muito mais difícil e dolorido do que fazer. Isto acontece porque para eliminar a tinta, é preciso bombardear a região pintada com raios laser. O laser trabalha agitando as moléculas de tinta que acabam rompendo os macrófagos que aprisionavam ela. Para remover estas partículas tem que ficar bem pequeninas. Por isso é mais fácil retirar tatuagens escuras, pois estas são muito mais suscetíveis aos raios laser e se desintegram mais facilmente.
Lembrando que a tatuagem não faz mal a saúde. Porém, decidir por fazer uma é de grande responsabilidade, afinal, é muito difícil e caro apagar. Outra coisa importante é fazer a sua tatuagem em um estúdio confiável e limpo. Por trabalhar com materiais perfurantes, as exigências sanitárias devem ser máximas para evitar a contaminação por doenças como hepatite e HIV.

POR QUE ALGUMAS TATUAGENS FICAM COM FALHAS E PRECISAM DE RETOQUE?

É ótimo quando a tatuagem fica perfeita de primeira, sem necessidade de retoque, sucesso total!

Mas, às vezes, não é bem isso que acontece. Pode ser que ao final da cicatrização verifica-se que a tattoo ficou com algumas falhas e precisa de retoque. E aí, é normal? Super! (É claro que estamos falando de profissionais qualificados).


Fazer uma tatuagem é um procedimento de precisão cirúrgica! Exige conhecimento, técnica e habilidade. E mesmo tendo tudo isso, não é garantido que 100% dos trabalhos ficarão perfeitos.


Basicamente as falhas acontecem por dois motivos: depósito da tinta fora da derme ou complicações no processo de cicatrização. Tatuadores e tatuados dividem a responsabilidade pelo sucesso da tatuagem.


Colocar a tinta (pigmento) no local certo é o primeiro passo, e o mais fundamental, para que a tatuagem fique perfeita e sem falhas, só que isso não é tão simples assim. As máquinas ajustáveis ajudam bastante, o artista faz toda a diferença, mas a pele é irregular e as falhas podem acontecer. Isso porque, a tinta precisa ser depositada exactamente na derme, logo abaixo da epiderme, é a única camada capaz de reter os pigmentos. Como a espessura dessas camadas são variáveis ao longo do corpo, pode acontecer que em um ponto ou outro a agulha não chegue até a derme, e a tinta é depositada na epiderme, camada mais superficial da pele.


A epiderme é uma camada renovável, as células nascem, vão se diferenciando e migrando até a superfície da pele, quando acontece a descamação. A tinta depositada nessa camada será perdida no processo de renovação celular. Esse ciclo leva no máximo 30 dias, é o período em que podem ser constatadas as falhas. Por isso é importante uma avaliação após esse período para que, caso isso tenha acontecido, o retoque seja feito.


Os cuidados tomados pelo tatuado no processo de cicatrização é complementar ao trabalho realizado pelo tatuador. Complicações no processo de cicatrização também podem levar à perda do pigmento, ainda que colocado no local correto.


A limpeza adequada é imprescindível para evitar contaminação e pontos de inflamação que levam à expulsão da tinta.


Não coçar, nem remover as casquinha também são cuidados necessários para evitar complicações que contribuem para o surgimento de falhas.


O fato é que ninguém deseja o retrabalho para corrigir falhas, mas a necessidade de retoque não é nenhum bicho de sete cabeças.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Tatuadores brasileiros para seguir no Instagram #01

Eles vêm se destacando cada vez mais no mercado, cada um com sua técnica, estilo e criatividade. Fizemos uma lista com os tatuadores brasileiros que andam rabiscando geral por ai.
Vale lembrar que não é um ranking, muito menos uma competição. São apenas tatuadores que nós curtimos muito, e merecem nosso destaque aqui no blog.
Victor Octaviano: Ele que é de São Bernardo e desde a infância curte ilustrar. Victor conta que se tornou tatuador por acaso – Foi fazer sua primeira tattoo e acabou pedindo para aprender. Hoje é expert no estilo aquarelado (watercolor tattoos).
#victoroctaviano
Fe Rod: Felipe Rodrigues, mais conhecido como Fe Rod, tem 21 anos e começou a tatuar em 2011. Sempre foi apaixonado e fissurado por desenho e arte, tanto que ingressou nesse meio com menos de 16 anos.
#rodferod
Rodrigo Tas: Tatuador, professor, ilustrador e designer. Há 3 anos resolveu apostar em seu próprio estilo e hoje risca a pele das pessoas todos os dias.
#rodrigotas
Eduardo Marcelo Estevao:Tatuador desde 1998 sempre gostou muito de desenhar. Após trabalhar com várias outras coisas, percebeu que não viveria feliz se não vivesse da ARTE. Autodidata, fazendo todo os estilos
Suas inspirações vêm do trabalho de outros artistas, sua família e sentimentos.
#eduardomarcelotattoo
Paulo Victor Skaz: Paulo é de Recife, tem 25 anos, é amante dos pássaros, ilustrador, tatuador no Corvo Studio e integrante da crew de graffiti Casa993.
#skazxim
Ezequiel Romankiu:  Arte autoral, Freak+Realism Tattoo.
#ezequielromankiu
João Chavez: Os traços são finos, certeiros e elegantes, criando figuras e formas geométricas que contornam o corpo. Este é o trabalho de João Chavez, mineiro que atualmente tatua em São Paulo, fazendo parte do estúdio Tattoo Ink.
#joao.ch
Brian Gomes: Brian busca resgatar para a pele, as vibrações da alma de cada um. É especializado em DotWork (pontilhismo) e tribal. Suas referências: o grafismo indígena brasileiro, a geometria, as mandalas, as padronagens islâmicas e orientais.
#briangomes
Fernando Souza: Hoje sem sombra de dúvidas é um dos monstros do realismo no Brasil. Nascido em 1980, Fernando Souza, desde pequeno já passava seu tempo observando e criando desenhos.
#fernandosouzatattoo
Jonas Pescatore Filho de peixe, teve o primeiro contato com a arte ao nascer. Cresceu em meio à pintura, desenhos e tatuagem, não é à toa que aos 18 anos, quando realizou o primeiro trabalho, já demonstrou aptidão e talento. Amante da cultura oriental dedicou-se a esse estilo. Estudou, analisou as minuciosidades e as histórias por trás dos desenhos. Depois de 7  anos de empenho e muito trabalho, foi reconhecido.
#pescatore_tattoo

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Tatuadores terão de fazer cadastro na Prefeitura Projeto aprovado ontem na Câmara abrange também aplicadores de piercing e maquiagem definitiva e divide profissionais na cidade

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou ontem em segunda discussão um projeto de lei que obriga a inscrição de lojas de tatuagens, maquiagem definitiva e aplicação de piercings no Cadastro Municipal de Vigilância em Saúde. Se for sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) nos próximos 30 dias, a proposta determina que os profissionais do ramo deixem em local visível aos clientes a autorização da Prefeitura.

A medida, segundo o autor do projeto, o vereador Dalton Silvano (PSDB), tenta evitar a disseminação de tatuadores de "fundo de quintal", que não adotam procedimentos de higiene. O artigo 4º da lei, por exemplo, obriga o tatuador ou maquiador definitivo a fracionar o uso da tinta para cada cliente. "A tinta fracionada será descartada imediatamente após o primeiro procedimento de uso", diz a lei. Isso evita o contato do sangue de um paciente com o de outro.

O texto, contudo, é polêmico e já causa discussões entre os profissionais da área. Ele impõe, por exemplo, o uso de aventais e óculos de proteção, pouco usados atualmente. Ficam obrigatórias também as luvas cirúrgicas descartáveis, mais comuns entre tatuadores. Equipamentos como seringas e agulhas devem ser esterilizados em aparelhos visíveis para o cliente. Essa última obrigação e o fracionamento de tinta já são medidas previstas em normas da Coordenação de Vigilância em Saúde, órgão ligado à Secretaria Municipal da Saúde. Caberá à pasta definir como será a metodologia do cadastro dos estabelecimentos, a multa para quem não fizer a inscrição e a fiscalização da lei.

O vereador Dalton Silvano (PSDB) afirma ter feito o projeto após ser procurado por tatuadores profissionais da cidade. "Percebi que existe uma concorrência desleal entre os profissionais que cumprem normas de higiene e têm um comércio regularizado ante outros que fazem tatuagens mais baratas e sem investir em equipamentos de segurança para os clientes", diz.

Hoje, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) traz obrigações apenas em relação ao registro de produtos usados pelos tatuadores e não quanto ao momento em que é feita a tatuagem. Fora isso, a legislação é escassa em relação ao tema e nem a profissão é regulamentada.

Apoio. Profissionais que serão afetados pelas novas regras dizem que aprovam qualquer medida que garanta a segurança dos procedimentos e tire do mercado aqueles que não zelam pela saúde do cliente.

Contudo, dizem que é preciso haver uma fiscalização correta para que realmente haja benefícios. "Há o risco de quem já adota boas práticas se esforçar ainda mais para cumprir as novas determinações, ter mais custos, pagar novas taxas, enquanto os maus profissionais não mudam nada", afirma Igor Coelho da Costa, tatuador há 15 anos. Ele afirma que segue as normas da Anvisa e que toma vários cuidados com a higiene de sua loja, na Galeria Ouro Fino, na Rua Augusta, Jardins, zona sul.

Também tatuador no local, Danilo Henrique, que também apoia medidas que inibam más práticas de trabalho, afirma que alguns itens do projeto, contudo, podem ser debatidos. Um deles é a necessidade de se usar avental. Para ele, não é esse item que será fundamental para a segurança e a qualidade do trabalho oferecido ao clientes.

Ambos consideram que a regulamentação do profissão de tatuador poderia contribuir ainda mais para um aumento de qualidade dos serviços.

Para Fábio Marcondes, de 27 anos, que é "bodypiercer", ou seja, aplicador de piercings, a medida trará benefícios se conseguir reduzir o número de maus profissionais. Ele afirma que é frequente atender clientes que colocaram piercing em locais de qualidade duvidosa e que tentam corrigir um problema.

"Outro dia, me ligaram de um hospital. O paciente tinha colocado um piercing na orelha e, de tanto inchaço, parecia ter duas", diz. Segundo ele, além da higiene, a qualidade do material é quesito fundamental para um bom trabalho.

Para Janser Tatoo, do Sindicato dos Tatuadores de São Paulo, o projeto está correto. "Somos favoráveis a tudo que contribua para melhorar atividade e tirar os maus profissionais do mercado", avalia.

Ele afirma que o sindicato tem 90 estúdios associados. "Outros 210 fizeram o cadastro, mas não se adequaram às nossas exigências", diz. O sindicato tem uma resolução com normas de segurança semelhantes às do projeto aprovado.

PRESTE ATENÇÃO...

1. Esterilização. Materiais como piercing, agulhas e biqueira devem ser esterilizados e abertos na frente do cliente.

2. Proteção. Cadeira e móveis de apoio devem ser revestidos com papel filme para evitar contaminação.

3. Descarte. Materiais de uso único, como agulhas, e restos de tinta, devem ser jogados em recipientes próprios.

4. Idade. Menores de 18 anos não podem fazer tatuagens ou piercings, mesmo com autorização dos pais.

5. Medicamentos. Os profissionais não podem dar curso sem ter certificado que comprove seu trabalho não prescrever remédios como analgésicos e pomadas, entre outros.

Bem Vindos

A EVOLUÇÃO DA TATUAGEM OLD SCHOOL E O RETORNO AO ORIGINAL

Não dá pra falar de Old School sem falar de Sailor Jerry (1911-1973), um dos precursores do estilo tradicional. Ele é dono do design de vár...